Nome da matéria: Língua portuguesa e literatura
Nome do(a) professor(a): Nina
Data da lição: 5 de fevereiro de 2020
Fato: Trata-se de um acontecimento, é aquilo que realmente aconteceu, pode ser provado por documentos.
Opinião: É o modo pessoal de opinar, a maneira de pensar, de interpretar.
Fato 1: Forte chuva provoca deslizamentos na região serrana do Rio.
Fato 2: Motorista alcoolizado provoca acidente ao sair de casa noturna em São Paulo.
Fato 3: Modelos desfilam em evento de moda usando peruca feita de palha de aço.
Fato 4: Brasil tem taxa de homicídios com arma de fogo cinco vezes maior.
Atividade
Em dupla, leia os fatos, escolha dois deles depois, analise e opine sobre os mesmos. Uma opinião deve sustentar em argumentos. A atividade deve ser escrita numa folha separada e entregue à professora.
Data da lição: 10 de fevereiro de 2020
Estrutura básica da argumentação
Introdução: Apresenta a ideia central ou argumento.
Desenvolvimento: É a linha argumentativa, quando se desenvolve.
Conclusão: Retorna a ideia central e tendo em vista a argumentação anterior; a conclui, reafirmando o que foi dito, propondo, criticando, abrindo uma nova questão sobre o tema, etc.
Em geral, na introdução, encontramos a tese do texto argumentativo.
Tese é a ideia que defendemos, necessariamente polêmica, pois a argumentação implica posicionamento, defesa do ponto de vista o que pode implicar divergência de opinião. Os argumentos para fundamentar a tese podem ser de diferentes tipos: exemplos, comparações, dados históricos, pesquisas, causas socioeconômicas ou culturais, depoimentos. Enfim tudo o que possa demonstrar o que o ponto de vista defendido pelo autor tem consistência.
Texto 25
Quem lê mais escreve melhor?
Introdução
A leitura influencia a escrita por vários motivos: o leitor toma contato com novas formas linguísticas, enriquece o vocabulário, descobre mundos e amplia seus conhecimentos.
Desenvolvimento
É praticamente impossível que um apreciador da leitura não consiga escrever bem. Mas não podemos nos esquecer de que ler exige certas habilidades. Para melhor aproveitamento, o leitor precisa ter capacidade de análise e interpretação. Só assim ele extrai substratos dos livros para seu texto.
Para escrever bem, é preciso ter posição crítica e fazer a leitura do mundo. E quem não lê geralmente fica limitado ao seu mundo. O jornal e os livros ajudam o indivíduo a conquistar novos conhecimentos. Além de enriquecer o vocabulário, ele pode ter contato com diferentes pontos de vista. Através da leitura, o ser humano cresce e toma contato com o universo.
Conclusão
A televisão pode ajudar a ampliar horizontes, mas possui linguagem diferente da escrita. Parafraseando Drummond, diria que escrever só se aprende escrevendo. E lendo muito.
Walter Armellei Júnior in Aulas de Redação - Maria Aparecida Negrinho - Editora Ática
Você acabou de ler um texto de base argumentativa.
Nesse texto defendemos uma ideia, uma opinião ou um ponto de vista, uma tese, procurando, com argumentação convincente, fazer com que o ouvinte ou o leitor aceite-a, acredite nela. Responda às questões abaixo para refletir melhor sobre o texto que você acabou de ler.
(não é necessário copiar o texto 25 acima, e sim apenas o texto sobre a estrutura básica do argumentação e as perguntas abaixo no caderno)
1) Segundo o texto 25, de que forma a leitura influencia a escrita?
2) Na opinião do autor, que tipo de capacidade o leitor precisa ter para um melhor aproveitamento daquilo que lê?
3) No 3.º parágrafo, o autor apresenta uma condição a que, na sua opinião, uma pessoa deve atender para escrever bem. Que condição é essa?
4) De acordo com o 3.º parágrafo, que benefícios o jornal e os livros trazem ao indivíduo que os lê?
5) Ainda no 3.º parágrafo, o autor utiliza-se de argumentos que defendem a ideia da importância da leitura em geral. Transcreva esses argumentos.
6) Escreva com suas palavras a tese e os argumentos do texto.
Data da lição: 12 de fevereiro de 2020
Respostas das questões sobre o texto 25: "Quem lê mais escreve melhor?"
1) A leitura influencia a escrita por vários motivos: o leitor toma contato com novas formas linguísticas, enriquece o vocabulário, descobre mundos e amplia seus conhecimentos.
2) O leitor precisa ter capacidade de análise e interpretação.
3) É preciso ter posição crítica e fazer a leitura do mundo. Quem não lê fica limitado.
4) Aquisição de novos conhecimentos, enriquecimento de vocabulário e contato com diferentes pontos de vista.
5) Defender a ideia de que a importância da leitura faz com que o ser humano adquira conhecimento e toma contato com o universo.
6) A tese apresentada é quem lê mais, escreve melhor. É praticamente impossível que um apreciador da leitura não consiga escrever bem. Mas não podemos nos esquecer de que ler exige certas habilidades. Para melhor aproveitamento, o leitor precisa ter capacidade de análise e interpretação. Só assim ele extrai substratos dos livros para seu texto. Para escrever bem, é preciso ter posição crítica e fazer a leitura do mundo. E quem não lê geralmente fica limitado ao seu mundo.
Data da lição: 14 de fevereiro de 2020
Artigo de opinião
O artigo de opinião é um gênero jornalístico de caráter essencialmente argumentivo, onde o autor expõe claramente a sua opinião e os seus argumentos sobre um determinado assunto.
Geralmente tem a intenção de convencer os seus interlocutores, mas para isso, precisa apresentar bons argumentos.
Será mesmo o lixo, o violão das enchentes?
Álvaro Rodrigues dos Santos*
Nestas últimas semanas, trazida por manifestações de autoridades públicas e privadas, e com intensa repercussão nas mídias todas, vem recrudescendo na sociedade paulista a tese que aponta o lixo urbano irregularmente lançado como o fator responsável maior por nossas enchentes.
É uma tese perigosa e errada que, ao espertamente jogar à população, por consequência de uma sua eventual falta de educação, a culpa pelas enchentes, desvia o foco das atenções, subtrai a importância das verdadeiras maiores causas e alivia a responsabilidade dos seguidos governos que não as atacaram devidamente.
Fundamentalmente as enchentes são explicadas pelo afluxo de um enorme volume de água em um tempo cada vez menor para as drenagens construídas (bueiros, galerias, canais…) e naturais (córregos, rios) que progressivamente já não são mais capazes de lhes dar a devida vazão.
Esse aumento do volume de água e a redução do tempo em que chega às drenagens são promovidos essencialmente pela impermeabilização do solo urbano e pela cultura de canalização e retificação de drenagens. Ou se ataca essa questão, através de medidas que recuperem ao máximo a capacidade de retenção e infiltração das águas de chuva (pequenos reservatórios domésticos e empresariais, calçadas, valetas e pátios drenantes, bosques florestados e arborização intensa, etc,), ou nunca nos livraremos do flagelo das enchentes. As obras de alargamento e aprofundamento das calhas de nossos rios principais são necessárias, mas a realidade mostra que são insuficientes e já se aproximam de seu limite de benefícios.
O lixo? Claro que o lixo é um fator complicante. Mas seus efeitos principais são para um tipo de enchente muito localizado, junto às proximidades de um bueiro ou em uma situação que exija o funcionamento de bombas de sucção, por exemplo. Vejam que nas cenas televisadas de enchentes é muito mais comum ver-se água jorrando dos bueiros e bocas de lobo do que sendo impedida de entrar. Essas águas que jorram são o retorno das águas para as quais as galerias e córregos não conseguem dar a devida vazão.
Por outro lado, é sabido que o intenso assoreamento (entulhamento) do sistema de drenagem (que impõe a necessidade das milionárias operações de desassoreamento) constitui hoje um importantíssimo fator de redução da capacidade de vazão dessas drenagens. Pois bem, do volume total do material de assoreamento 95% são constituídos por sedimentos provenientes dos processos erosivos nas frentes de expansão das cidades, e apenas 5% são constituídos por lixo urbano e entulho de construção civil.
Por outro lado, nem todo o lixo disperso nas drenagens da cidade é proveniente do ato deseducado de se lançá-lo irregularmente, há problemas ainda bem sérios de deficiências de recolhimento do lixo doméstico, especialmente em áreas habitacionais irregulares de baixíssima renda situadas em fundos de vale e áreas de risco.
Enfim, o sucesso de um programa de combate às enchentes exige, antes de mais nada, a compreensão exata de toda a dinâmica do fenômeno, assim como a corajosa decisão das autoridades públicas e privadas em assumir suas intrínsecas responsabilidades. O que não condiz com a comodidade de se jogar às costas da população a culpa pelos problemas.
*Geólogo, ex-Diretor de Planejamento e Gestão do IPT e Ex-Diretor da Divisão de Geologia, pesquisador IPT, e autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar”, “Cubatão” e “Diálogos Geológicos”.
(não é necessário copiar o texto: Será mesmo o lixo, o violão das enchentes? no caderno. Devem ser copiados no caderno apenas o texto sobre artigo de opinião, o vocabulário e as perguntas abaixo).
Vocabulário
Recrudescendo -> o mesmo que aumentando.
Impermeabilização -> aplicação de impermeabilizantes para evitar infiltração.
Assoreamento -> acúmulo de sedimentos, terra, areia na calha de um rio ocasionando enchentes.
Provenientes -> procedentes.
Retração -> diminuição de volume.
Agora, responda:
1) Qual é o título do texto 7?
2) Qual o tema desenvolvido pelo texto?
3) Quem escreveu o artigo "Será mesmo o lixo, o vilão das enchentes"?
4) No 1.º parágrafo, o autor expõe um fato que encontra intensa repercussão nas mídias e entre as autoridades públicas e privadas. Qual é o fato citado?
5) No 2.º parágrafo, o autor coloca sua opinião sobre o assunto. Qual é a opinião?
6) Você concorda com o argumento do autor?
7) Segundo o autor, como se explicam as enchentes?
8) Que tipo de ações ou medidas podem ser utilizadas para aumentar a capacidade de retração e infiltração das águas da chuva?
Data da lição: 17 de fevereiro de 2020
Exemplo de artigo de opinião
O contraste atual das chuvas
No regime de sobrevivência de qualquer sociedade a água é tida como um dos elementos indispensáveis. Em sociedades antigas, como a Egípcia ou a Mesopotâmica, as chuvas eram recebidas com festas, uma vez que ocasionavam a cheia dos rios e assim a fartura das pessoas que viviam em suas proximidades.
Atualmente, não podemos atribuir um caráter tão alegre às chuvas, ao menos em grande parte do Brasil. Em função da falta de planejamento nos sistemas imobiliário e de infraestrutura, um processo chuvoso que deveria naturalmente ser benéfico e não causar danos acabou se transformando em um dos principais problemas para as pessoas que viviam nas cidades atingidas. Em função da dificuldade de escoamento das águas das chuvas, diversos centros urbanos chegam a ficar completamente alagados durante períodos chuvosos. Tais alagamentos, aliados às enchentes, trazem consigo não apenas prejuízos físicos (destruição de casas, deixando milhares de pessoas desabrigadas), mas também danos biológicos ao homem, uma vez que contribuem para a proliferação de doenças, especialmente através de transporte de lixo e de substâncias infectadas por causadores de enfermidades, que por sua vez podem até causar a morte. É interessante notar que as regiões mais atingidas pelos fenômenos acima citados configuram-se em grandes centros.
Desta maneira, deve-se promover um estudo mais aprofundado que auxilie na dinâmica habitacional crescente, de maneira a evitar que água fique impossibilitada de ser escoada. Nas áreas que já sofrem com o problema, devem ser construídas obras que solucionem o mesmo, tais como os córregos, que servem para transportar a água das chuvas.
Autor: Felipe Augusto de Medeiros Cabral
(não é necessário copiar no caderno o texto: O contraste atual das chuvas.)
1) Com base no texto, escreva um artigo de opinião comentando os estragos causados pela chuva que, contraditoriamente, vêm a ser um problema decorrente da falta de infraestrutura das cidades, deixando milhares de pessoas desabrigadas, as quais se tornam reféns de período chuvoso, quando na realidade isso deveria constituir motivo de melhorias para a comunidade.
Dicas
Estrutura básica do artigo de opinião
- Título -> traz uma questão polêmica
- Introdução -> tese
- Desenvolvimento -> argumentos para convencer o leitor, através de provas por exemplificação
- Conclusão
Introdução
Com base no texto...
Com relação...
Conforme o autor...
Segundo o autor...
Desenvolvimento
Pode-se observar...
Segundo meu ponto de vista...
Dessa forma...
Considero que...
Conclusão
Por último...
Para concluir...
Enfim...
Em vista de...
Data da lição: 28 de fevereiro de 2020
O Pré-Modernismo
Foi um período de transição de movimento entre os conservadores do século XIX (Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo) e os modernos (Modernismo) do século XX.
Com a proclamação da República em 1889, várias foram as transformações pelas quais o Brasil passou não só na política, mas também na cultura e no social.
Os conflitos regionais (guerra dos Canudos) como, o fim da escravidão, a vinda dos estrangeiros (imigração), a Primeira Guerra Mundial, todos esses acontecimentos resultaram em um perfil diferente do contexto artístico que culminou na realização da Semana de Arte Moderna. Havia uma mistura de estilos agindo na arte.
As obras como os artigos de jornais demonstravam uma denúncia social criticando as instituições e o governo, devido a problemas nacionais.
E o primeiro a retratar essa problemática foi Euclides da Cunha em sua obra "Os Sertões", que foi dividida em três partes: A terra, O homem e A luta.
Essas críticas acabaram sendo motivo para a realização da Semana de Arte Moderna. Reuniram-se em uma Comissão Organizadora, um grupo de intelectuais paulistas que decidiram procurar ajuda da burguesia para financiar o evento que abalaria as estruturas artísticas brasileiras.